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Inove na gestão de processos para transformar seu negócio

em www.hsm.com.br

Roger Burlton explica como gestores podem promover uma inovação incremental, estrutural ou contínua nas empresas

 

O termo “Inovação” anda em alta nos tempos recentes, mas, claramente, não se trata de um conceito novo, considerando que sua existência data de mais de mil anos atrás. As organizações sempre tentaram ser inovadoras. Um empreendedor cria algo novo quando inicia um novo negócio e um gerente é inovador ao introduzir um novo processo. Naturalmente, organizações irão empregar diferentes abordagens para inovação em função de sua história, seu ambiente, seus objetivos e suas limitações.

Ao nos concentrarmos na inovação sob o contexto de mudança de processos de negócios, podemos dividir a literatura recente em duas grandes categorias: a escola do pensamento criativo com ênfase no brainstorming e em uma variedade de técnicas relacionadas que podem ajudar as pessoas a pensarem em maneiras alternativas de realizar algo.

Em uma segunda categoria, o termo inovação é empregado na mudança de um negócio para ser mais ágil, pró-ativo e competitivo às demandas. Michael Hammer frequentemente escreveu sobre a importância da inovação nos processos de negócios como um sinônimo de ‘reengenharia’, estimulando grandes mudanças que possam efetivamente transformar o negócio.

Outra visão sobre inovação é fornecida por Charles A. O’Reilly III e Michael L. Tushman que propõem o chamado ‘continuum’, o qual oscila entre três categorias: ‘Inovação Incremental’ (pequenas melhorias em produtos e serviços existentes), ‘Inovação Estrutural’ (avanços tecnológicos ou de processos que alteram consistentemente um componente ou elemento do negócio) e ‘Inovação Descontínua’ (avanços radicais que alteram profundamente as bases de competição da indústria). Traçando uma analogia às abordagens existentes de mudanças de processos, o termo ‘Melhoria de Processos’ assemelha-se às ‘Inovações Incrementais’. Traçando um paralelo com ‘Inovações Estruturais’, podemos considerar o ‘Redesenho de Processos’, no qual há diversos modelos de referência como o proposto pelo BPTrends e o SCOR. Já a ‘Inovação Radical ou Descontínua’ compartilha com os princípios da ‘Reengenharia’ de Hammer.

A Gestão de Processos de Negócios ou Business Process Management (BPM) é uma abordagem bem mais ampla para a identificação e estruturação de mudanças nos processos de negócios. Compreende desde inovações incrementais de pequena escala até transformações organizacionais, passando pelo redesenho de processos. Assim, BPM auxilia qualquer tipo de inovação que uma organização demandar.

Como exemplo, a impressão 3D é uma das mais recentes inovações tecnológicas que causará impacto sobre as operações de negócios. Em essência, um computador verifica um objeto tridimensional e utiliza a imagem digital para produzir uma cópia física, utilizando um ou mais tipos de materiais para construir o objeto 3D.

O mercado de impressoras 3D está crescendo rapidamente e os preços estão caindo na mesma velocidade. Inúmeras organizações terão que modificar seus modelos de negócio e seus processos para tirar proveito desta nova abordagem e aqueles que mudarem rapidamente e de forma eficiente ganham uma vantagem competitiva significativa.

Esta é apenas uma ilustração de inovação e há muitas outras acontecendo. Meios de comunicação social, tecnologias móveis, novos materiais e mudanças regulatórias são algumas das áreas que oferecem oportunidades para a inovação.

A Gestão de Processos de negócios pode aproveitar essas oportunidades, mas também pode ser a fonte de inovação em si. Novas formas de condução do negócio, tais como processos em que o cliente soluciona sozinho sua demanda ou multi-canais de suporte também podem gerar redução de custo ou aumento do valor entregue. BPM está preocupado com a análise de como o trabalho é feito em uma organização para criar valor para as partes interessadas. Ele fornece ferramentas e técnicas para modelar processos e metodologias de trabalho para mudar sistematicamente os processos de trabalho. Traça um caminho para entender onde a mudança é necessária e descreve como implementar essa mudança de forma holística. Inovação de processo é uma necessidade para transformar uma ideia inovadora em realidade.

Roger Burlton (Tradução: Alice Erthal e Rafael Paim).

Qual a formação básica para um Gestor?

por Zafenate Desirerio, em qualidadebrasi.com.br

Este artigo está baseado em inúmeros e-mails que recebemos com a pergunta, qual a formação de um profissional de Gestão da Qualidade.

O Gestor em seu papel de administrador tem seu foco voltado para atender as necessidades internas de uma empresa, ou seja, este profissional foi contratado para uma determinada função, tendo como objetivo no caso da Qualidade realizar a Gestão de todas as atividades relacionados a norma que a empresa detêm.

O Gestor da qualidade deve ter formação específica para atuar na área da Qualidade, ou seja, abaixo identifiquei alguns fatores importantes que julgo ser necessário para formação de um perfil profissional adequado.

Conhecimento da empresa representada e suas atividades

O profissional de Gestão deve sim, ter conhecimento em todos os processos internos da empresa, isso o torna capaz de agir com precisão e claro não ter dependências de outros profissionais em casos de necessidades urgentes. Considero válido mais para micro e pequenas empresa, já em empresas de grande porte o setor da Qualidade acaba sendo setorizado o que facilita para o gestor manter seu foco.

Auditoria Interna

O Gestor deve ter a capacidade de avaliação de uma determinada situação, conforme a norma que a empresa é certificada, e ter a segurança de determinar ações conforme os requisitos desta mesma norma.

Identificação e Gestão de documentos

A Gestão de documentos é sim um processo árduo, seja na elaboração, atualização e seu controle, portanto este profissional além de obter conhecimento no uso de programas de edição tais como Word e Excel este mesmo profissional deve ter a capacidade critica de gerenciamento, pois a Quantidade de documento e prazos são fatores sensíveis para esta Gestão desta norma e seus resultados.

Assim como na elaboração de documentos o profissional deve ser capaz de desenvolver indicadores de desempenho e sua avaliação e na tomada de decisões.

Interpretação da norma

Você já imaginou operar uma máquina sem conhecer a mesma, pois é, este profissional será responsável por ações determinantes para o sucesso desta organização no processo de certificação.

Sendo o representante da direção este mesmo profissional deverá ser capaz na realização de treinamentos sobre esta norma aos demais participantes deste processo de implementação.

Portanto o curso de interpretação da norma que esta empresa busca, é o fator mais básico que considero, ou seja, sem saber interpretar a norma o profissional não será capaz de ser eficiente no processo de implementação destes requisitos necessários para um resultado positivo.

Tratamento de não conformidades

Como avaliar uma determinada situação sem saber o que e como, portanto este profissional deve estar preparado em uma sistemática de soluções de problemas e na tomada de decisões, buscando sempre evitar a reincidência destes mesmos problemas.

Mapeamento e gerenciamento de processos

Como você irá conhecer um processo e elaborar procedimentos se você não entende o seu fluxo de funcionamento, ou seja, como fazer o bolo sem saber da receita, complicado não é, este profissional deve ter a capacidade de gerenciamento de acordo com os objetivos estratégicos desta organização.

Estes são os fatores básicos que considero necessário para tornar um profissional capaz de assumir a Gestão da Qualidade, é claro que cada empresa tem suas particularidades, por exemplo, em uma empresa de usinagem este mesmo profissional deve também somar ao seu perfil cursos de metrologia e interpretação de desenho, para que este possa avaliar produtos suas especificações no desenvolvimento de um procedimento, treinamento e auditoria.

De outro lado existem profissionais com formação superior ou seja, engenheiros já com uma visão mais técnica que acaba tornando a Gestão mais completa, a sua capacidade de avaliação de um produto é mais precisa devido a sua formação na área em que a empresa atua, e estes mesmos profissionais estão se tornando o alvo da busca de empresas com este foco.

E claro a experiência deste profissional da Qualidade o torna capaz de atuar como consultor em normas ISO 9001 para outras empresas? Definitivamente não, este é um papo para outro artigo que estarei apresentando.

Fonte: Qual a formação básica para um Gestor?
Qualidade Brasil – O seu portal brasileiro de Gestão

Indicadores: O que não é medido não é gerenciado

por Zafenate Desiderio, em qualidadebrasil.com.br

Pense como seria a sua vida sem o controle financeiro, saldos positivos e negativos. Neste mesmo sentido devemos pensar sobre a real importância de medir o desempenho das atividades internas de uma organização.

Para identificar um resultado, precisamos de dados originados de um comportamento.

Sabendo que as atividades têm um começo onde se inicia todo o fluxo, sabemos que o mesmo não tem fim, visto que a melhoria contínua deve ser aplicada no dia a dia, para isso chamamos de melhoria contínua.

Por isso a utilização de dados confiáveis que utilizamos para gerenciar comportamentos diversos, metas, e por fim resultados que são medidos e avaliados conforme a necessidade específica de uma organização, tais como.

  • Satisfação do cliente
  • Financeiro
  • Vendas
  • Perdas

Por isso quando pensamos em desempenho, devemos avaliar a situação atual, será que está tudo certo? Qual o nível de satisfação do cliente? Ele está satisfeito?

Existe diversas maneiras de avaliação, seja ela percepções ou chutes, que não consiste em uma administração real da situação avaliada, então neste momento entra os indicadores que são nada mais do que 2 ferramentas.

Carta de controle

A carta de controle é a ferramenta utilizada através de uma planinha Excel no formato de uma tabela, onde devemos registrar todos os dados necessários para medição de um comportamento.

Gráficos

O gráfico em sua grande maioria elaborado através do Excel nos permiti acompanhar medidas de desempenho e taxas de melhoria, sendo este o responsável pela avaliação de dados coletados.

Portanto um indicadores de desempenho é uma soma de dados matemáticos, numéricos, atributos de processo ou de seus resultados, tendo o objetivo de comparar com metas estabelecidas.

Portanto podemos considerar que o indicador de desempenho  tem abrangência sobre.

  • Clientes
  • Processos
  • Produtos
  • Serviços
  • Fornecedores
  • Sociedade

Sendo assim cabe a você identificar quais as propriedades mais importantes que você necessita avaliar, e lembrando que quando temos o objetivo de avaliar o antes e o depois de um comportamento, as datas identificadas como período são essenciais para uma avaliação mais precisa de um desempenho.
Fonte: Indicadores: O que não é medido não é gerenciado
Qualidade Brasil – O seu portal brasileiro de Gestão

Como utilizar o LOP e o SIPOC

em edti.com.br

Quando perguntamos as empresas como elas funcionam a figura mais comum para mostrar a estrutura organizacional é o famoso Organograma. O Organograma mostra de forma visual todos os departamento dentro da empresa e como eles se relacionam emquestões hierárquicas. Mas será que está é a melhor forma de visualizar uma empresa?

                O organograma não permite visualizar como o fluxo de informações se comportam dentro da organização, não conseguimos enxergar de onde a informação sai e para onde ela vai e, na maioria dos casos, é  onde se encontram os maiores problemas de uma empresa. Por isso, nós da EDTI, enxergamos a empresa como um Sistema composto por vários processos.

                Para conseguirmos melhorar os processos dentro da empresa precisamos visualizá-los como um Sistema Organizacional. Se quisermos, por exemplo, melhorar as compras da empresa, não focaremos apenas no departamento de compras. O processo de compras é muito mais amplo e envolve vários departamentos (aquele que solicita a compra, aquele que recebe a compra e aquele que aprova a compra, no mínimo). Uma ferramenta poderosa que nos auxilia a enxergar a empresa e seus processos é o LoP (Linkage of Process).

Para se utilizar o LoP precisamos primeiramente mapear todos os processos que fazem parte da organização, quais são suas entradas e saídas e como se relacionam entre si. Os problemas das empresas não se encontram nos departamento, e sim nos processos, e somente mapeando-os conseguiremos enxergar onde devemos atuar para se obter resultados positivos.

Como montar um LoP então? Este é um assunto para ser abordado em outro artigo, mas por hora podemos falar que tudo começa com os SIPOCs. É por meio dele que fazemos o macro-mapeamento de um processo. Depois de elaborados os SIPOCs da empresa, os conectamos e temos uma boa tarde do LoP pronto.

Criatividade e inovação – O verdadeiro diferencial das empresas

por Fátima Holanda em portaleducacao.com.br

O ambiente competitivo atual tem sido regido pela transformação tecnológica, globalização, competição acirrada e extrema ênfase na relação custo-benefício, qualidade e satisfação do cliente, exigindo um foco muito maior na criatividade e na inovação como competência estratégica das organizações. Competência estratégica essa que se não for rapidamente priorizada e incrementada, a organização tenderá a ficar obsoleta tal é a rapidez das mudanças e da implementação de novos serviços e produtos.

No passado, o que imperava era o valor da padronização dos processos de trabalho, mas agora o cerne são as pessoas, como assimiladoras e criadoras do conhecimento que as organizações precisam para serem competitivas. Estamos no terceiro milênio! Os concorrentes estão em qualquer lugar não mais reduzidos a aspectos geográficos, não há fronteiras e, dessa forma inicia-se um processo de revitalização dos seres humanos e de sua capacidade criativa, conhecedora e de aprendizagem constante diferenciando-o através dos seus talentos.

As pessoas, hoje, têm acesso a muita informação, seja por meio da televisão, dos jornais, de revistas, da Internet, dos telefones ou da mídia. Porém, a forma de se utilizar e combinar tudo o que se tem disponível diferentemente do concorrente é que pode significar lucros para a empresa.

Mas como incentivar e expandir essa competência pelo maior número possível de pessoas na empresa? A primeira etapa é concernente ao formato de gestão da própria organização. Se ela não permitir o afloramento destas características nos seus colaboradores, a criatividade ficará latente ou apenas restrita aos projetos pessoais de cada um, mas não terá lugar na sua vida profissional.

Criatividade e inovação são importantes? Qualquer organização dirá que sim! Afinal num mundo mutante, a estagnação é a entropia! Mas há coerência entre o discurso e a ação? Aí é uma outra conversa… E esta incoerência pode manifestar-se de várias formas: o líder que não ouve aquela idéia do seu colaborador, porque sempre no momento está muito ocupado, ou até permite que o colaborador exponha, mas continua seus afazeres olhando os seus e-mails ou fazendo outras atividades no computador, sem dar a menor atenção ao que o outro fala. O paradoxo pode se manifestar, também, através daquela reunião (que na verdade é uma exposição unilateral da liderança) e que não se dá lugar a questionamentos, perguntas ou abertura a sugestões dos colaboradores, ou seja, são aspectos não ditos, mas captáveis de que não se valoriza a participação, a liberdade de expressão e a contribuição das idéias das pessoas na empresa.

Outros aspectos que inibem o desenvolvimento da criatividade são, por exemplo, a falta de reconhecimento ao colaborador ou à equipe que fez um excelente trabalho, um clima de muita pressão e estresse para a obtenção de resultados a curto prazo, a falta de flexibilidade das lideranças, o conflito entre equipes de trabalho, a falta de estímulo a trabalhos de equipes inter-funcionais, poucos treinamentos ou estes são deficientes, a ausência de aprovação de recursos para a implantação de novas idéias. Ou seja, uma empresa que sabe da importância de se oferecer produtos e serviços inovadores, porém que não propicia um clima organizacional que facilite a criatividade e a inovação.

E, por outro lado, como expandir a capacidade criativa nas pessoas?
Algumas pessoas fazem as mesmas coisas e de forma repetida todos os dias e isso significa que o mesmo dia vai se repetindo indefinidamente por todos os dias da vida com diferenças mínimas. A mesma rotina, os mesmos lugares, as mesmas pessoas, os mesmos hábitos, o mesmo conhecimento, o mesmo trabalho, o mesmo caminho, os mesmos programas e, assim por diante. Dessa forma, é difícil inspiração para que a criatividade deixe de ficar submersa!

Se a pessoa quer ser criativa, deve fazer coisas diferentes todos os dias! Mudar o seu ambiente de trabalho, mudar alguma coisa no seu lar, ver novos filmes, ir a novos lugares, falar com novas pessoas, ler livros variados. Na medida em que a mente fica exposta a novidades, há estímulo, a observação fica mais aguçada e é mais fácil fazer novas conexões entre as idéias.

Por outro lado, quando a pessoa tem paixão pelo trabalho que realiza, a criatividade manifesta-se mais espontaneamente, já que a tarefa é sentida prioritariamente como prazerosa, acima do dever, da obrigação.

O autodesenvolvimento com conhecimento não apenas na área de atuação, mas em outros temas, amplia os horizontes e ajuda, também, nas conexões de idéias variadas. Cabe ressaltar também a habilidade de se trabalhar em equipe, já que muitas vezes as idéias pegam “carona” umas com as outras e a sinergia do trabalho de um grupo coeso e diversificado em suas capacidades é muito maior do que a soma do intelecto dos indivíduos que o compõe.

Porém, algumas pessoas conseguem implementar suas idéias e outras não. Por que não? Porque têm receio de se expor, medo do grupo social, de parecerem ridículas e acabam acomodando-se. Para implantar uma idéia criativa é preciso acima de tudo, de muita determinação.

A criatividade por si só não basta. É preciso implementá-la. Transformá-la em uma inovação concreta através de novos produtos, serviços, formas de gestão etc., senão ela não passa de uma elucubração mental e não se transforma em ação.

Por: Fátima Holanda, Mestre em Psicologia Social e da Personalidade.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO – Cursos Online : Mais de 900 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/gestao-e-lideranca/artigos/3395/criatividade-e-inovacao-o-verdadeiro-diferencial-das-empresas#ixzz2E8Sk34Ef